Ácido hialurônico: hidratação e combate ao envelhecimento da pele

O ácido hialurônico é uma molécula de açúcar produzida naturalmente pelo nosso corpo e encontrada em todos os órgãos, com maior concentração na pele (56%). Também está bem presente nas articulações e no globo ocular (córnea, esclera e humor vítreo). 

Ele é responsável por preencher os espaços entre as células, atraindo a água para todas as camadas de tecido. É isso que deixa a pele com aquela sensação de hidratação profunda,  elasticidade e uniformidade

Porém, a partir dos 25 anos a produção diminui e os primeiros sinais do envelhecimento da pele começam a aparecer, como as linhas finas e as rugas. 

É aí que entram os dermocosméticos ricos em ácido hialurônico, como cremes, loções e séruns. Você pode começar a usá-los em qualquer idade, mas o momento ideal é a partir dos 20 anos. 

Ao longo deste texto te contarei como incluir o ativo na sua rotina de autocuidado, continue com a leitura! =) 

Benefícios do ácido hialurônico 

Usar dermocosméticos para repor a perda natural do ácido hialurônico faz toda a diferença para a manutenção da hidratação e firmeza da pele. É um ativo multibenefícios, liberado para todos os tipos de pele

Se usado diariamente, consegue: 

  • Preencher e suavizar rugas e linhas de expressão. 
  • Deixar a pele viçosa, revitalizada e hidratada. 
  • Evitar a flacidez. 
  • Diminuir alguns tipos de olheiras. 

Uma dica para turbinar os resultados é optar por dermocosméticos que combinem o ácido hialurônico com outros ativos, como o Tônico Facial Bruma Aquaderma da Permeata, que possui aloe vera e diversos biominerais

Além de todos os benefícios que falamos, essa combinação tem ação antioxidante e auxilia na eliminação de toxinas nocivas à saúde da pele. Um aliado e tanto na rotina skincare da manhã ou da noite. 

Outra opção é utilizar o ácido hialurônico injetável no preenchimento de olheiras ou para dar mais volume ao rosto. Mas, nesses casos, é preciso ter cuidado. Como apontado nesta matéria do Bem Estar:  

“O maior risco do ácido é um profissional atingir artérias na aplicação, o que pode levar à necrose, cegueira e AVC. As complicações vasculares podem surgir quando a quantidade injetada de ácido hialurônico é muito grande ou quando, acidentalmente, ele é colocado dentro de uma veia ou artéria”.

Busque um dermatologista para saber qual o procedimento mais adequado para você, se o local ou o injetável, sempre escolhendo profissionais de confiança para a aplicação. 

Tipos de ácido hialurônico 

Como já falamos, o ácido hialurônico pode estar em dermocosméticos (tipo não reticulado) e em injeções (tipo reticulado). Enquanto no primeiro as moléculas estão livres, permitindo a aplicação tópica, o segundo atua apenas para preenchimento e volume. 

Também há diferenças quanto à penetração do ativo na pele: 

Alto peso molecular

Possui mais de 1.000 kilodaltons e atua nas camadas superficiais da pele, absorvendo a água do ambiente e retendo-a na superfície. Dessa forma, a quantidade de água passa a ser equilibrada e hidrata profundamente a pele. 

Baixo peso molecular 

Possui até 50 kilodaltons, uma capacidade maior de penetrar na pele e estimula a produção natural de ácido hialurônico e o preenchimento das células. 

Quanto à concentração dos dermocosméticos, ela fica entre 0,1% e 10%. Para evitar o tão temido efeito rebote, inicie o uso com concentrações mais baixas e vá aumentando quando sentir que a sua pele está preparada. 

Inserindo na rotina skincare 

Manter uma rotina diária de cuidados com a pele faz toda a diferença, mesmo que seja com poucos produtos. É até aconselhável simplificar a skincare, mas desde que esses quatros passos sejam mantidos: 

  1. Limpar a pele com um demaquilante e com um sabonete ou gel facial; 
  2. Aplicar o tônico facial; 
  3. Hidratar com a textura adequada para o seu tipo de pele; 
  4. Aplicar o protetor solar 

Por ser altamente hidratante, é recomendado usar o ácido hialurônico depois da limpeza do rosto. Então você pode usar um tônico ou um hidratante com este ativo, ou algum produto exclusivo para a região dos olhos, por exemplo. 

Como falamos, não há contraindicações. Pode ser usado por todos os tipos de pele e em qualquer idade — a partir dos 20 anos é o ideal. No entanto, mulheres grávidas e lactantes precisam conversar antes com o médico. 

E as peles oleosas? Há efeitos colaterais? Não, nenhum! 

Ainda há um mito envolvendo os hidratantes para pele oleosa, mas a verdade é que quanto mais hidratada, menor é a produção de oleosidade. Isso serve para todos os tipos de pele, o que muda é só o produto usado: textura, concentração, ativos …

No mais, pode investir no ácido hialurônico sem medo! 

Combinação perfeita: ácido hialurônico + vitamina E

Esses dois ingredientes podem e devem ser usados juntos, pois combinam os benefícios da ação hidratante do ácido hialurônico com a ação antioxidante da vitamina E. O resultado só poderia ser uma pele mais saudável. 

Além disso, a vitamina E consegue estimular a produção de colágeno — fundamental para a firmeza e viçosidade da pele — e nos proteger contra os efeitos da radiação solar. Juntos, esses ativos aumentam os níveis de colágeno produzido. 

Os radicais livres também são combatidos, dando uma ajuda e tanto a reduzir os efeitos do envelhecimento precoce. 

Pode confiar: unir ação hidratante e antioxidante em um único produto dermocosmético só traz benefícios, à sua pele e ao seu bolso, já que a melhoria dos efeitos negativos é mais rápida e evidente. 

Para aumentar o fator de proteção, opte também pelo uso de BB Creams com combinação de ácido hialurônico e vitamina E. Por ser um produto com cor, consegue nos proteger da luz visível (ou luz azul) emitida pelas telas e lâmpadas, enquanto age tratando a pele. 

Mas é importante lembrar: o filtro solar não deve ser substituído! Ele precisa ser utilizado, mesmo com o BB cream ou outros produtos com efeito de proteção. 

Quer se aventurar ainda mais no universo dos ingredientes amigos da pele? Leia os artigos abaixo: 

Niacinamida: benefícios para a pele e para o organismo 

Vitamina C para o rosto: como inserir na sua rotina de autocuidado